O impacto da Pandemia nas viagens
Vejo muitos clientes procurando por promoções justificando que se há pandemia deveria ter promoções pois pessoas estão viajando menos e assim justificaria a queda dos preços das viagens. Mas é totalmente ao contrário. Não há promoções para todos os destinos e sem aprofundar muito já digo uma simples razão de lógica: menos procura, menos voos, menos concorrência somado ao fator medo com possíveis fechamentos de alguns destinos. Não é culpa das empresas ou de pessoas, é uma situação de causa e efeito devido a gestão macroeconômica na pandemia.
Começando pelas companhias aéreas: não há fartura de voos e há menos concorrência ou até união de companhias aéreas nacionais para conseguir manter determinadas rotas, como no caso AZUL-LATAM. Sabe aqueles destinos onde era possível usar um voo com acordos internacionais de compartilhamentos, isso também deixou de existir como em rotas Guarulhos a Buenos Aires. Sem falar que menos aeronaves estão saindo do Brasil e tendo que abastecer com querosene nacional, isso encarece as operações. Sabe aquele volume de rotas clandestinas feitas por ônibus e hora ou outra vemos nos noticiários alguns acidentes horríveis, esse é um efeito dessa diminuição dos voos.


Na rede hoteleira, bem, há vários fatores que pressionaram os preços. Os hotéis não podem manter sua capacidade de ocupação em 100% devido alguns decretos locais e também foi preciso treinar, adaptar e modificar alguns serviços dentro dos hotéis para manter o conforto e a segurança durante a pandemia. Os restaurantes dos hotéis tiveram de adaptar-se aos novos modelos de segurança para não contaminar os funcionários ou os próprios turistas não se contagiar. Hoje muitos hotéis preferem levar as refeições nos apartamentos e isso gera custo e gasta-se mais tempo que terá de ser dedicado em prestar esses serviços, deslocando funcionários desde o restaurante até os apartamentos.
Nos serviços de receptivos foi preciso preocupar com a capacidade de pessoas que poderiam ser atendidas. Ou seja, os ônibus, vans e carros dedicados a esses serviços diminuíram suas capacidade e devido a isso os serviços ficaram mais caros por carro. Será preciso de novos veículos para momentos de pico e foi preciso disponibilizar serviços mais individualizados, como transfers individuais. Claro, aquelas excursões com 40 pessoas, não são tão simples de acontecer. Isso reflete nos preços e é pressionado também pela diminuição da oferta. Para concluir: houveram destinos que nos meses de Setembro-2020 até Dezembro 2020 apareciam com preços bastante promocionais e ainda estão com preços dentro do razoável, como Natal, Recife, Maceió e Fortaleza. Aquele queridinho dos Mineiros, Porto Seguro ou regiões do Sul da Bahia estão ainda com preços impraticáveis. Nesse caso se explica pela pouca oferta dos voos e por não ser uma cidade com grande demanda de cargas, por não ser uma capital, por exemplo, os preços ficam altos e isso em si já diminui a demanda. É um ciclo vicioso.
Não há promoções como antes, e o cenário de recuperação não está nem de longe próximo do início para melhoras. Não é culpa das empresas ou de pessoas, é uma situação de causa e efeito devido a gestão da nossa economia na pandemia. Precisamos escolher melhor nossos governantes e tudo começa por aí. Dicas de Viagens baratas:
Caso não se importe com as conexões longas e às vezes até de ter que dormir em aeroportos, alguns destinos com voos da LATAM ganham vantagens nos preços, como para Natal, Recife, Maceió, Fortaleza, João Pessoa, etc...
Na CVC Viagens, Submarino Viagens ou outras atuantes no segmento de viagens no Brasil, é possível montar uma viagem customizada com preços bons, porém, tenha cuidado com essas conexões absurdas. Nos sites de vendas de hotéis, é possível encontrar hotéis e pousadas com preços razoáveis e com regras menos rígidas de cancelamentos, uma vez que agora devemos sempre pensar que pode haver essa possibilidade, como o Hotéis.com e outros da mesma categoria.

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